Nota da Obra Kolping do Brasil sobre a morte de Charlie Gard

Charlie Gard

A Obra Kolping do Brasil, fiel aos princípios transmitidos por seu fundador, o Beato Adolfo Kolping, vem a público manifestar a sua consternação pelo falecimento de Charlie Gard, cujo tratamento médico foi considerado desproporcional pela Corte Europeia de Direitos Humanos.

Por ocasião do drama da família Gard, o Papa Francisco escreveu, em sua conta no Twitter, que “defender a vida humana, principalmente quando ela está ferida por doenças, é um empenho do amor que Deus confia a cada homem” (30 de junho de 2017).

Não podemos tolerar que a vida humana, especialmente de um recém-nascido, seja descartada pelo Estado, a tal ponto que, mesmo com as ofertas de socorro oriundas do Vaticano e dos Estados Unidos, nada pôde ser feito.

Veja o discurso do Pai de Charlie Gard:

O Beato Kolping afirmava que “a grande infelicidade do mundo é a seguinte: os homens não se preocupam com o destino para o qual Deus criou as coisas, nem com a finalidade que lhes determinou. Desejam, ao contrário, orientar tudo conforme os seus desejos íntimos e egoístas. Por isso, tudo resulta mal, porque o homem se desviou da ordem estabelecida por Deus”.

Parafraseando Cristo, dizemos que “o Estado foi feito para o homem, não o homem para o Estado”. É absurdo que, com tantos recursos técnicos de que hoje dispomos, um bebê seja abandonado à morte por uma mera decisão judicial.

Que Deus conceda consolo ao coração enlutado dos pais de Charlie Gard e que a imolação de sua vida seja um memorial permanente das atrocidades éticas empreendidas pelos fautores da cultura da morte.

 

Edvaldo Azevedo                              Pe. Pedro Arnoldo

Presidente                                      Assistente Eclesiástico Nacional

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